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Home Brasil Após prisão de amigos, Temer critica "gestos irresponsáveis" daqueles dispostos a "desestabilizar o país"

Após prisão de amigos, Temer critica "gestos irresponsáveis" daqueles dispostos a "desestabilizar o país"

Nuno abril 03, 2018 0

SÃO PAULO - O presidente Michel Temer usou nesta segunda-feira seu discurso no Fórum Econômico Brasil-Países Árabes para criticar indiretamente a mais recente operação que levou à prisão seus amigos José Yunes, o coronel João Batista Lima Filho e o ex-ministro Wagner Rossi e afirmou que há pessoas “dispostas a desestabilizar o país” com “gestos irresponsáveis”.

Desde as prisões, revertidas no última sábado, depois dos acusados prestarem depoimento, o Palácio do Planalto reagiu com entrevistas do porta-voz informal do governo, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos, Marun, e uma dura nota divulgada na sexta-feira. Temer, no entanto, não tratou diretamente do tema.

“Nesses quase dois anos de governo não foram poucos os embaraços e as oposições que nós sofremos, até gente disposta a desestabilizar o país com gestos extremamente irresponsáveis, que tem naturalmente repercussão internacional”, disse o presidente em São Paulo.

Temer acusou “essas pessoas”, a quem não nominou, de não sentirem “a brasilidade no coração”.

“Apesar de tudo isso nós vencemos todas as dificuldades e chegamos onde estamos”, disse. “Por mais que as pessoas protestem, por mais que as pessoas tentem segurar o crescimento do país, não conseguirão, porque o Brasil é maior que todos.”

Na última quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso autorizou, a pedido da Procuradoria-Geral da República, a prisão de Yunes, Lima e Rossi, além do dono da empresa Rodrimar, Celso Grecco.

Mesmo com a soltura de todos ainda no sábado, depois de prestarem depoimento, a ação foi vista no Planalto como um cerco ao presidente e uma tentativa de fazer chegar o inquérito até ele. Apesar das negativas oficiais, o governo teme uma terceira denúncia contra Temer.

Na semana anterior, mesmo com apenas 1 por cento de intenções de voto e uma rejeição de mais de 70 por cento, o presidente passou oficialmente a admitir que pode ser candidato à Presidência para “defender seu legado”.

Reportagem de Laís Martins

Tags: Brasil
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João de Bourbon é Jornalista, Publicitário e Consultor Político. 
Coordenou e participou de diversas campanhas eleitorais, presta consultoria em Marketing Político e é membro da IAPC – International Association of Political Consultants, associação que congrega os melhores profissionais de Marketing Político do mundo.

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